Competição e autossuperação: de onde elas nascem?

competição e autossuperação

Cada ser humano é único! Sabemos que mesmo gêmeos univitelinos e idênticos não têm os mesmos conceitos e sentimentos, ainda que haja muita semelhança entre eles.

O ser humano tem capacidades individuais e, hoje em dia, gosta de mostrá-las e afirmá-las diante dos outros, pois elas, muitas vezes, são reconhecidas como talentos que o diferenciam. No entanto, nem sempre trazem a ele felicidade e orgulho, pois podem ser consideradas defeitos.

Vamos falar um pouco da dificuldade de aceitar e reconhecer em si algo que é diferente dos outros e que, muitas vezes, gera competição e uma ansiedade imensa em relação a ser aceito por eles.

Perna torta, cabelo enrolado, dificuldade de concentração, sardas, timidez, alergia, seio grande, insegurança, medo, arrogância e uma lista enorme de todas as características possíveis e imagináveis podem se tornar talentos ou defeitos, dependendo de quem os vê ou os classifica, e dependendo também das circunstâncias de vida em que se encaixam.

Mas e nós? Como vemos tudo isso?

Cada um de nós tem o seu juízo de valor que, em geral, está ligado a parâmetros culturais, ideológicos, assim como também a satisfazer pessoas a quem amamos e atribuímos valor. Assim, antes de abraçar valores externos, abraçamos e aceitamos pessoas.

Desde criança queremos agradar os nossos pais, nossos irmãos, professores e amigos e, por isso, muitas vezes, abraçamos os valores que eles elegeram para si, por amor a eles. Quando temos competência para agir de acordo com o que valorizam, então somos considerados talentosos e recebemos todo tipo de aprovação.  A grande questão está no momento em que não temos competência para agir da forma que eles valorizam, o que gera em nós o sentimento de fracasso, impotência ou revolta.

Sentir que não consegue, faz uma pessoa querer lutar para conseguir. Esse é o processo de aprendizado e pode ser muito positivo, quando ela vê nisso um desafio em relação a si mesma. Por outro lado, quando vê numa outra pessoa que já tem aquela competência que ela busca alguém que está à sua frente, essa pessoa pode encarar isso como uma ameaça à sua aprovação, gerando inveja, intolerância e derrotismo.

Mas o que provoca essas atitudes no coração? Por que a autossuperação vira competição com o outro que, muitas vezes, não mede esforços para arrastá-lo para baixo de modo a conseguir se mostrar um pouco mais acima que seja?

De maneira geral, toda a dificuldade reside no fato de não termos clareza daquilo que definimos como valor para nós. Pensamos pela cabeça dos outros, da nossa cultura, nossa ideologia, ou levados pelo sentimento sincero que depositamos neles. No entanto, mesmo que os outros não queiram nos prejudicar e nos amem verdadeiramente, assim como os amamos, isso não significa dizer que estão sempre certos e fazem as escolhas mais equilibradas em todos os momentos. Muita vezes, também os outros elegem valores para agradar a outras pessoas a quem amam.

Dependentes do olhar dos outros, nós competimos pela aceitação deles, pois não fomos construir nossos parâmetros por conta própria. A construção de parâmetros no próprio coração nos faz avaliar porque são importantes para nós, mesmo quando percebemos não ter ainda competência para eles. Essa compreensão profunda é que nos permite assumir honestamente para nós mesmos o desafio de autoelevação, independente de estar mais atrás ou mais à frente de outras pessoas. Assim, quando edificamos esse compromisso com nós mesmos, o processo deixa de ser uma competição com os outros, e se torna observação e troca de experiências, de incentivo e de apoio para que ambos possam seguir em frente, trilhando seus caminhos e assumindo conscientemente a tarefa de arbitrar sobre si mesmos com responsabilidade e maturidade. Assim, competição vira cooperação.

De fato, “a culpa” não é de ninguém!  Ou seja, nossa atitude competitiva não se deve aos outros, e sim é um sintoma muito importante para identificarmos que algo ainda precisa ser compreendido e superado dentro de nós, e em relação a nós mesmos.

Então, se não vamos culpar ninguém, vamos cooperar com o nosso próprio processo, observando estas questões:

  • Com quem estou competindo?
  • A quem quero satisfazer e por quê?
  • Qual valor está por trás daquilo que busco?
  • Esse valor é justo, bom e sábio?
  • Como posso me autossuperar para realizar o valor que elejo como justo, bom e sábio?
  • O que posso observar nos outros como dica para a minha própria elevação e aprendizado desse valor?
  • O que posso fazer para não esquecer disso no momento em que vem o impulso de reagir à atitude competitiva do outro?
  • Que atitude prática posso adotar para transformar em mim meu impulso de competir, ao invés de me autossuperar?

Avaliar e compreender com mais profundidade nossas respostas em relação a essas perguntas pode auxiliar em nossa tomada de consciência dos valores que queremos para nós, assim como das consequências dos nossos atos, marcas e exemplos que deixamos no mundo.

 

 

 

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Seminário da Ad Lumen na Horiba

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No mês de junho a equipe da Ad Lumen realizou um Seminário na Horiba, empresa japonesa líder mundial em alta tecnologia de análises e que tem a sua filial no Brasil localizada na cidade de Jundiaí-SP.

Os participantes puderam conhecer o Sistema dos Cinco Elementos e compreendê-lo de forma prática. Para Rodrigo Moreira, analista de comunicação, o evento proporcionou o conhecimento de uma ferramenta que pode ajudar no autoconhecimento e  a entender melhor as outras pessoas. “Foi uma excelente oportunidade para compreender as relações pessoais, familiares e no trabalho”, destaca Moreira.

4O Mapa dos Cinco Elementos possibilita que cada pessoa possa encontrar e reconhecer as suas características principais, tanto pontos fortes quanto pontos fracos, que ainda precisam ser desenvolvidos.  “O conteúdo é interessante pelo aspecto motivacional e também por mostrar aspectos para melhoria”, conta Wilson Milani, coordenador de logística.

Olhar para si mesmo e reconhecer os próprios potenciais e limites a serem superados e olhar para quem está ao seu lado e respeitar as diferenças: eis o aprendizado que ficou mais forte para os participantes. Sabemos que hoje em dia o grande desafio das empresas está nas relações interpessoais. “Identificar as qualidades individuais e daqueles com quem cada um trabalha é um passo importante para travar relações mais harmônicas e, assim, conseguir resultados melhores tanto no âmbito pessoal quanto profissional.”, completa Lucia Nobre, da Ad Lumen.

 

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Vejam alguns depoimentos depois do Seminário:

“ Parabéns pelo trabalho de vocês, é muito bom conhecer um grupo com a preocupação de semear a educação ética e de caráter.” Marlene Vidigal, Gerente de RH.

“ O curso foi excelente para melhorar o entendimento entre as pessoas.” Daniel W. Engenheiro, Gerente de Facilities.

“Ótimo para identificar os perfis dos colegas e como utilizar os pontos fortes de cada um para atingir objetivo comum.” Marcelo Berteli – Gerente de Vendas

“Aprendi a me conhecer um pouco melhor e a entender melhor o próximo.” Fernanda Srapman, Diretora de Finanças e contabilidade.

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Equipe Ad Lumen e Hamilton Ibanes, CEO da Horiba Brasil

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